WMS x Robôs: Existe espaço para os dois no armazém do futuro?

Com base no relatório da Transparency Market Research, empresa global de pesquisa, análise e inteligência de mercado, a automação industrial terá um crescimento de 6,6% ao ano, entre o período de 2016 e 2024. Por conta disso, acredita-se que os robôs serão uma verdadeira tendência no futuro da gestão logística.

Sendo capazes de acelerar a produtividade dos negócios, controlar estoques e atender melhor a demanda dos pedidos, muitos profissionais consideram a hipótese que os sistemas WMS de logística acabarão ficando obsoletos após a implementação dessas máquinas.

No entanto, embora os robôs sejam uma tecnologia inteligente e com potencial de crescimento, eles ainda necessitam da manipulação humana para aprimorar o fluxo dos processos.

Quer saber como os robôs serão úteis no armazém do futuro e qual a importância de se optar por um Sistema WMS flexível? Continue então lendo esse post!

FUTURO E AUTOMAÇÃO

De acordo com a Federação Internacional de Robótica (IFR), a automação já está impactando o cenário econômico. As vendas de dispositivo robóticos chegaram a alcançar 248 mil unidades comercializadas em 2015, e a expectativa é de que 2,6 milhões de robôs sejam implementados nas fábricas até 2019.

A Ásia aderiu à esse tipo de tecnologia, e, juntamente com a China, chegaram a representar 69% do total do mercado robótico do mundo em 2015. O México e os Estados Unidos, países com um desenvolvimento forte e estimulados à concorrer no mercado, também tem acelerado os investimentos relacionados à automação.

O chefe de pesquisa industrial da Região Américas da CBRE (CB Richard Ellis, maior empresa do mundo de serviços e investimentos imobiliários comerciais), David Egan, diz que “Quando você olha para a logística, distribuição e desempenho industrial, tudo está se movendo na direção de uma operação mais especializada”, explica. “É por isso que estamos presenciando o aumento no uso da automatização e dos sistemas computadorizados. E o movimento nessa direção é algo que só tende a continuar”.

Como a automação precisa da economia de escala para atender o mercado (organização aprimorada para os processos produtivos, de forma a alcançar a maximização), isso acaba pressionando os armazéns para se adequarem a tecnologia. Ou seja, selecionar pontos específicos para sua localização, realizar investimentos para se tornarem maiores e contar com gestão de logística mais enxuta é importante.

ARMAZÉM DO FUTURO E ROBÔS
Para o armazém do futuro, a automação é algo que irá transformar a maneira com que as instalações são construídas e conservadas. Adicionar recursos tecnológicos nos espaços não será o suficiente, mas haverá também a necessidade em melhorar toda a infraestrutura e incorporar um software flexível, capaz de atender às particularidades dos negócios.

Como a modernização de um armazém não é tarefa simples, os gestores se veem na obrigação de construir espaços de armazenamento modernos e inovadores. Esses depósitos podem ser planejados em camadas mais altas, por exemplo, o que ajuda a comportar o peso e também a estrutura das máquinas.

Nos Estados Unidos, mais de 85% dos armazéns já possuem tetos elevados entre 8 a 11 metros de altura. “No momento, a comunidade do espaço industrial está nos dizendo em alto e bom som que, em cinco anos, eles vão precisar que esses locais sejam realmente grandes”, acrescenta Egan.

Quando questionado sobre a base dessas construções, esclareceu, “O tipo de material utilizado nesses pisos serão mais complexos, superior aos de concreto. Não só isso, a escolha do terreno também é importante já que o chão deve ser consistentemente plano.

GESTÃO LOGÍSTICA E COLABORADORES

Uma questão que tem estimulado os profissionais a incorporar a tecnologia e automação na gestão logística está relacionada ao impacto que ela pode exercer sobre a mão de obra. Isso porque, conforme a CBRE, estima-se que 45% de toda a produção mundial será realizada por meio da tecnologia robótica até 2025.  

De acordo com um relatório disponibilizado pelo Bank of America, os custos de mão-de-obra de fabricação serão consideravelmente mais baixos no mercado quando à outros tempos. Grandes empresas como a Foxconn Technology, maior fabricante de componentes eletrônicos e de computadores e a Raymond Limited, maior fabricante integrada de tecidos do mundo, já substituíram ou devem substituir cerca de 60 mil colaboradores com a automatização das fábricas.

“A automação não vai eliminar a necessidade de trabalho humano, mas certamente a mão-de-obra vai evoluir para um perfil mais qualificado”, diz o analista sênior de pesquisa da CBRE, Matthew Walaszek. “Conforme as operações automatizadas se tornam mais sofisticadas, como é o caso da impressão 3-D e do transporte autônomo, elas vão exigir profissionais mais aptos para supervisionar esse tipo de tecnologia”.

Egan e outros profissionais lembram que muitas das funções que os robôs desempenham ou irão desempenhar estão relacionadas à tarefas básicas, de fácil  execução. No entanto, qualquer outra atividade mais complexa vai acabar exigindo o trabalho de uma pessoa preparada.

ROBÔS E SOFTWARE WMS

O fato dos robôs estarem conquistando espaço nas indústrias pode ser algo preocupante se não houver controle ou domínio dessa inteligência. Muitos gestores ainda questionam a qualidade dos serviços e até mesmo a segurança em ter seus armazéns sendo movimentos por máquinas.

Por conta disso, para assessorá-los nessa transição entre um armazém comum e o armazém do futuro, é necessário que as empresas contem com um software WMS, flexibilidade para direcionar funções. Se antes uma atividade era executada por um trabalhador, mas agora é realizada por máquinas, a sequência de informações sofrerá mudanças, e um sistema de gerenciamento pode ajudar nisso.  

Todas as interfaces e dados gerados devem ser flexibilizados de acordo com o tipo e o nível de automação de cada negócio. Uma plataforma robusta, moderna e com um design responsivo, por exemplo, permite aos gestores fiscalizar e coordenar o trabalho robótico de maneira simples.

Não só isso, um WMS eficiente contribui com as operações de armazenagem, tornando-as bem estruturadas para otimizar ainda mais a gestão logística. Toda essa tecnologia, unida aos robôs, prepara as empresas para atender o mercado com mais eficiência, assegurando uma vantagem competitiva sobre os concorrentes.

As operações são praticadas por máquinas, mas são os profissionais que direcionarão a tecnologia robótica para desempenhar tarefas. Isso, além de permitir aos gestores diminuir a margem de erro humano nos processos, garante resultados mais assertivos e segurança para toda a equipe.

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