Como ir além da automação e conquistar o armazém do futuro?

A automação está na moda? Sem dúvida, a sua primeira resposta foi sim e está completamente certa. Se a empresa busca reduzir custos com foco nas operações e não no produto, automatizar o gerenciamento de armazéns deve ser uma das prioridades.

Mas, será que esse conceito é conhecido de forma clara por todos os integrantes da cadeia logística? Como o software de logística entra nessa história? Veja o que diz o pesquisador Francisco Lacombe:

 

"Automação é a aplicação de técnicas computadorizadas ou mecânicas
para diminuir o uso de mão de obra em qualquer processo, especialmente
o uso de robôs nas linhas de produção. A automação diminui os
custos e aumenta a velocidade da produção."

 

Pensando no uso da tecnologia para reduzir custos ao poupar a mão de obra dos trabalhos repetitivos, há duas possibilidades para a automação: melhorar a movimentação de mercadorias e contribuir para o fluxo de informações. Tanto em uma versão do conceito quanto na outra, a tecnologia aparece ao tomar a forma de máquinas cada vez mais sofisticadas.

Muito em breve, com o advento da IoT (Internet das Coisas), esses equipamentos terão a capacidade de se comunicarem entre si, tornando cada vez mais automatizadas as trocas de informação e o fluxo de mercadorias. No entanto, as várias ofertas no mercado, dificultam enxergar o armazém como um todo.

Afinal, cada empresa oferece um tipo de máquina para dores específicas! Quando você percebe, tem um armazém que simplesmente não conversa e que demanda um esforço maior para funcionar de modo organizado.

O que é preciso entender sem esquecer é o lugar do software de logística em toda essa questão. É ele quem vai permitir ao gerenciamento de armazéns ir além e conquistar o futuro, integrando informações e operações.

Entenda a seguir, os desafios da automação de armazéns e saiba como enfrentá-los, diminuindo o medo de errar e amargar prejuízos!

 

AUTOMAÇÃO DO FLUXO DE MATERIAIS
Existem quatro atividades principais que envolvem o fluxo de materiais e que podem ser beneficiadas pela automação. Em todas elas, o uso de um maquinário sofisticado contribui para a redução do trabalho repetitivo e aumenta a qualidade das tarefas.

Porém, cada máquina depende de um sistema de operação. E quanto mais equipamentos existirem no armazém, maior será a preocupação ao integrar outro fluxo que depende das mercadorias: o da informação. É ela quem permite enxergar as operações sem estar diretamente com os pés no armazém, acompanhando cada etapa. Até porque, com o volume de produção e escoamento de mercadorias, é impossível enxergar todos os detalhes à olho nu.

Confira os equipamentos que ajudam cada uma das quatro etapas de fluxo das mercadorias:

  1. Movimentação
  •   AGV (Veículos automaticamente guiados);
  •   Monovias eletrificadas (mercadorias conduzidas por trilhos);
  •   Transportadores contínuos (esteiras);
  •   Sistemas de sortimento e redistribuição (ajuda na separação de mercadorias);
  •   Sistemas de carregamento de veículos.

 

  1. Estocagem
  •   Transelevadores (para pilhas de pallets maiores que 35 metros);
  •   Miniloads (organizam unidades pequenas);
  •   Carrosséis horizontais e verticais (ajudam na separação de mercadoria).

 

  1. Manuseio e embalagem
  •   Sistemas de manuseio (beneficia a ergonomia e saúde dos operadores);
  •   Robôs para manipulação de pequenos e grandes itens;
  •   Sistemas para paletizar cargas;
  •   Sistema de envolvimento ou plastificação de paletes.

 

  1. Transporte
  •   Transportadores contínuos de correias côncavas;
  •   Transportador contínuo tipo teleférico (aéreo).

 

AUTOMAÇÃO DO FLUXO DE INFORMAÇÕES
Lado a lado à automação de fluxo de materiais, está a de informações. Uma sem a outra não é capaz de contribuir para o gerenciamento de armazéns. Isso significa que, para as cinco tarefas que envolvem BI (Business Intelligence) e gestão, existe um software de logística diferente.

Aqui cabe deixar clara a diferença entre os sistemas que operacionalizam máquinas e aqueles que coletam e gerenciam informações. Uma ferramenta de RFId (Radio-Frequency IDentification), por exemplo, reúne ambas as tecnologias, pois automatiza ao mesmo tempo um equipamento e as informações que ele coleta.

Entendido isso, veja alguns exemplos de automação de informações no gerenciamento de armazéns em cinco atividades principais.

  1. Planejamento
  •   ERP (Sistema de Gestão Integrada);
  •   MRP (Material Requirement Planning)
  •   DRP (“Distribution Resources Planning”);
  •   FCS (“Finite capacity scheduling”);
  •   Previsão de vendas (“Forecast”)

 

  1. Execução
  •   WMS (Sistema de Gerenciamento de Armazéns);
  •   TMS (Sistema de Gerenciamento de Transporte);
  •   MES (Manufacturing Execution System).

 

  1. Comunicação

 

  1. Controle

 

  1. Concepção
  •   Layout;
  •   Ergonomia;
  •   Embalagens;
  •   Simuladores de processos de negócio;
  •   Simuladores operacionais gráficos;
  •   Análise de riscos e tomada de decisão;
  •   PMIS (Project Management Information System).

 

OS NÍVEIS DE AUTOMAÇÃO
Quando se fala em automação, além de detalhar em quais fluxos ela está envolvida – de movimentação ou informação – é preciso entender que ela também se divide em níveis. Isso porque, a ideia de automatizar armazéns é inspirada em tendências como a indústria 4.0.

A automação industrial tem cinco níveis:

  1.    Aquisição de dados e controle manual;
  2.    Controle único de cada máquina;
  3.    Controle de Célula de produção;
  4.    Controle fabril de produção e programação;
  5.    Planejamento Estratégico e Gerenciamento Corporativo.

Ao pensar no gerenciamento do armazém, um software de logística se torna indispensável para manter a coesão diante dos inúmeros sistemas de automação. Trata-se do WMS. É ele que consolida os dados da operação e os torna estratégicos para a gestão.

Embora seja mais conhecido como um sistema de execução, o warehouse management, quando completo, traz recursos como BI e gestão de pátio.

Pensando em tudo isso, lembre-se: o WMS está presente em todos os níveis de automação, como um grande guarda-chuva! Isso porque ele se integra a outros sistemas e coleta dados que podem ser usados para o gerenciamento de armazéns se tornar mais estratégico.

 

TER VÁRIOS SISTEMAS OU FOCAR EM UMA SOLUÇÃO ROBUSTA?
Essa é uma pergunta traiçoeira, que não pode ser respondida rapidamente, como a do início desse texto.

Para começar um raciocínio, é preciso admitir que cada uma das máquinas exige um sistema próprio. Mas imaginar que eles são suficientes para fazer um armazém rodar e fluxo de mercadorias fluir se transforma em um grande problema.

Ter a operação pulverizada em vários softwares de logística não atende ao tipo de visão global que é preciso ter do negócio. Você passará muito mais tempo reunindo informações do que pensando estrategicamente.

Por isso, o software de logística indispensável é o warehouse.
Assim, a melhor síntese para a pergunta, que fará seu armazém ir além da automação e conquistar o futuro é o WMS.

 

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